Ansiedade infantil: como a psicoterapia pode ajudar

A ansiedade infantil é uma das queixas mais frequentes na psicologia clínica. Dores de barriga antes de ir à escola, choro sem motivo aparente, medos que parecem exagerados para a idade, dificuldade para dormir. Quando esses sinais aparecem com frequência e intensidade, estamos diante de um sofrimento real que merece atenção.
Toda ansiedade é problema?
Não. Primeiro, é importante normalizar: a ansiedade em si não é um problema. Ela é uma emoção humana essencial, que nos prepara para situações de desafio. O problema surge quando essa emoção se torna intensa demais e começa a limitar a vida da criança.
Como a psicoterapia trata a ansiedade infantil
O trabalho terapêutico com crianças ansiosas é conduzido por meio de recursos lúdicos, como jogos, histórias, brincadeiras e desenhos, que tornam concreto aquilo que a criança ainda não consegue verbalizar.
Uma das abordagens mais utilizadas é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) adaptada para crianças. Ela trabalha os pensamentos que alimentam a ansiedade, substitui-os por perspectivas mais realistas e treina comportamentos de enfrentamento gradual.
Qual é o papel dos pais no tratamento?
A família é parte fundamental do processo terapêutico. Pais que aprendem a identificar os gatilhos da ansiedade do filho e a validar as emoções sem reforçar a evitação contribuem enormemente para os resultados.
A ansiedade infantil é uma das queixas com maior volume de pesquisa em psicoterapia, e existe um conjunto consistente de técnicas para trabalhá-la. O tempo de processo varia de criança para criança: o acompanhamento é reavaliado periodicamente com a família, e os objetivos são ajustados conforme a resposta de cada caso.
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Beatryz Costa
Psicóloga e neuropsicóloga — avaliação neuropsicológica, psicodiagnóstico e psicoterapia para todas as idades


